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[Resenha] O sumô que não podia engordar – Eric-Emmanuel Schmitt

Jun é um menino de 15 anos que vive pelas ruas de Tóquio, se virando como pode. Ele leva sua vida afastado da família e de amigos, isolando-se de tudo e de todos, até que um mestre sumô, que insiste em dizer diariamente que “enxerga um gordo” nele, faz com que Jun reveja seus conceitos e descubra muito sobre si mesmo
Editora: Sá Editora
Autor: Eric-Emmanuel Schmitt
ISBN: 9788588193505
Número de páginas: 96
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Ganhei este livro no 1º encontro de blogueiros literários organizado pela Libre na Livraria Cultura. O evento foi ótimo para trocar impressões e conversar sobre literatura. ^_^
No dia seguinte peguei o livro e li de uma só vez. É uma história para fazer você repensar as coisas em que acredita, e tentar ver além, para longe do seu próprio umbigo.
A história conta brevemente a vida de Jun, um rapaz que vive na rua e trabalha como ambulante nas ruas de Tóquio. No começo do livro ele está trabalhando no seu ponto habitual quando Shomintsu, um mestre sumô, passa por ele e fala para Jun “Vejo um gordo em você”, como Jun é muito magro, a ponto de ele achar que não dá para vê-lo de lado, ele fica encucado com a frase de Shomintsu. E por vários dias, quando Shomintsu passa por Jun ele diz a mesma coisa “Eu vejo um gordo em você” e Jun sempre retruca com palavras mal educadas, que Shomintsu sabiamente ignora.
No decorrer do livro conhecemos como é a vida de Jun e porque ele foi parar onde está, também vemos sua resistência em mudar, mas aos poucos ele vai se transformando.
É um livro sensível, com várias lições de vida e a leitura foi tão agradável que quando menos esperava o livro já tinha terminado. Achei encantador a forma como a mãe de Jun se comunicava com ele, foi uma das coisas que mais me marcaram na leitura, como ela é analfabeta, ela envia cartas diferentes para seu filho e são todas de uma sensibilidade única.
Também gostei muito das frases e ditados de Shomintsu, deu vontade de voltar a meditar, coisa que não faço desde que parei de praticar Yoga, meditar aumenta muito o poder de concentração e ando sentindo falta disso.
E deixo vocês com um ditado que marcou o livro para mim “Há sempre um céu azul por trás de nuvens escuras…” e como Shomintsu explica “Esse ditado zen significa que é preciso ter em mente o lado bom dos fenômenos, permanecer otimista.” é a minha cara (oi, Pollyana!), rs.
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