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[Resenha] Na Fronteira da Realidade – Gabriel Billy

Victor é afastado do seu cargo de policial, o motivo: sua esquizofrenia em estágio avançado. Após ser demitido, Victor passa a viver um chato e vazio cotidiano, o que aumenta suas crises de alucinações e paranóias. Em paralelo, uma série de assassinatos ocorre sempre tendo como vítima algum ex-colega de Colégio de Victor. Em cada assassinato é deixada uma partitura de música popular escrita com o sangue da vítima. Mesmo doente, Victor começa a investigar por conta própria os assassinatos e com sua doença em um momento tão delicado, ele passa a ter diversas alucinações, mas seriam mesmo alucinações? De fato, Victor não sabe. Ele passa a viver sem a certeza do que é real e do que é fruto da sua imaginação e nesta loucura que é viver sem certezas, nosso protagonista passa ao leitor esta mesma sensação, confundindo quem lê sobre quais cenas do livro de fato acontecem e quais são frutos da imaginação de Victor.
Editora: Torre
Autor: Gabriel Billy
ISBN: 9788579616952
Número de páginas: 127
Avaliação:
Comprar: Livraria Torre
Romance policial brasileiro, oba! De início fiquei bastante animada para ler este livro: adoro tramas policialescas e o fato de ser um autor brasileiro sempre me deixa feliz. O livro é curtinho e bem enxuto, a narrativa não se perde em muitos detalhes e floreios, então você lê rapinho.
Eu gostei da premissa: policial afastado tenta desvendar quem é o psicopata por trás de uma série de assassinatos que estão ocorrendo entre um grupo de ex-colegas de classe. Achei que a trama toda foi bem desenvolvida e ao final a identidade do assassino fez todo o sentido, embora seja surpreendente.
É um livro bem dinâmico, pra quem gosta de ação, direto e reto. Essa coisa de “fronteira da realidade” é mesmo o ponto-chave da trama: em alguns momentos é difícil perceber quando uma cena é real ou é fruto dos delírios de Victor, o policial afastado que é personagem principal do livro. Isso pode dificultar um pouco o entendimento, então por vezes me vi tendo que reler um parágrafo ou outro. Mas nada que comprometa a leitura.
Enfim, é um livro tão curto que poderia ser um conto. Vale pra descontrair entre uma leitura e outra!









