19/set/2012

[Resenha] Qual seu número? – Karyn Bosnak

Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor? Qual Seu Número? revela os segredos de cada mulher e prova que, quando se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.

Editora: Novo Conceito
Autor: Karyn Bosnak
ISBN: 9788563219893
Número de páginas: 414
Avaliação:
Comprar: Submarino | Livraria Saraiva

 

Estava com vontade de ler um livro bem “de mulherzinha” e esse veio na hora certa. Me diverti muito com os causos da Delilah, uma quase balzaquiana que de repente se dá conta de que já saiu com caras de mais e nunca teve um relacionamento firme. O medo de Delilah é o mesmo de muitas mulheres: ficar sozinha. Então, pra não aumentar ainda mais o número de “ex-amores” e colocar um ponto final em sua solidão ela parte em uma jornada atrás de cada um dos caras com os quais já se relacionou, tentando um revival com cada um deles. Sim, por que além de chick-lit o livro também é quase um road-lit. Delilah aluga um carro e encara a estrada para reencontrar seus ex-amores. Nessa busca ela se mete em tantas enrascadas que é impossível não cair de amores pela protagonista, tão atrapalhada quanto cheia de boas intenções.

O livro é grande, 414 páginas, e mesmo assim não cansa. Recheado de notas de rodapé hilárias, narrado na primeira pessoa, você sente como se estivesse ouvindo Delilah contar a sua história. O fato de ter muitas páginas confirma um dos traços da personalidade de Delilah, que demonstra ser extremamente falante e afobada. E muito carismática, pois logo nas primeiras páginas você já está torcendo loucamente por ela. Além disso, também gostei muito do cuidado no começo de cada capítulo, com brincadeiras das mensagens recebidas por Delilah em sua secretária eletrônica e o mapa dos lugares pra onde ela estava indo. É muito legal encontrar livros assim, onde a parte gráfica soma na apresentação da história.

Um dos personagens mais marcantes pra mim, foi o vô da Delilah. Mesmo na 3ª idade ele é mais animado que muita gente e trata Delilah com um carinho imenso, ao mesmo tempo que lhe dá os melhores conselhos amorosos possíveis. Conselhos, aliás, que são decisivos para a conclusão do livro. Não posso falar muito, mas vocês vão saber quando ler. ;) Outra personagem legal é a cachorrinha da Delilah, a Eva. Delilah decide comprar a cachorrinha no meio da viagem, pra se reaproximar de um dos seus ex e com esse amor canino ela aprende mais sobre o amor em si.

Mesmo parecendo uma história louca, cada coisa que Delilah apronta serve como base para que ela encontre seu próprio caminho e descobra que números não são tão importantes assim. É um livro muito divertido e cativante, vale a leitura!

tadsh
05/set/2012

[Resenha] Branca de Neve e o Caçador – Lily Blake, Evan Daugherty, John Lee Hancock, Hossein Amini

Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casara com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha. Para salvar seus poderes, ela deve devorar um coração puro, e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração. A fim de capturá-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria e sobreviveu. Branca de Neve será morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele e se tornará a melhor guerreira que o reino já conheceu?

Editora: Novo Conceito
Autores: Lily Blake, Evan Daugherty, John Lee Hancock, Hossein Amini
ISBN: 9788581630182
Número de páginas: 208

Avaliação:
Comprar: Submarino | Cultura

 

Eu simplesmente amei essa nova versão da história da Branca de Neve. Não que eu não goste da versão original, mas nessa nova roupagem a princesinha dos contos de fadas surge muito com mais atitude e bem mais interessante. Depois de passar dez anos enclausurada, Branca de Neve conquista a liberdade e junta aliados para reconquistar seu reino e retomar a paz para o seu povo. É bem diferente imaginar uma princesa assim, guerreira e sem frescura, por isso a história se torna tão legal e surpreendente.

Este é o livro do filme homônimo lançado este ano e estrelado por Kristen Stewart. Se você já viu o filme, não vai encontrar muitas surpresas no livro, que é um retrato fiel do que foi visto nas telonas. O diferencial fica por conta, talvez, do belo tratamento gráfico dado pela editora ao livro, que vem com um cuidado todo especial na abertura de cada capítulo. É mesmo um livro para quem se apaixonou pela história e quer colecionar artigos que remetem a ela.

Ou seja, se você viu o filme e se apaixonou pela princesa de Kristen Stewart, não pode deixar de ter o livro!

tadsh
28/ago/2012

[Resenha] O Diário de Suzana para Nicolas – James Patterson

Depois de quase um ano juntos, o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A jovem editora, que não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia, não consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de repente.

Mas tudo está prestes a ser explicado. No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume encadernado traz na capa cinco palavras, escritas com uma caligrafia que ela não reconhece: “Diário de Suzana para Nicolas”.

O Diário de Suzana para Nicolas é uma história de amor que se constrói ao virar de cada página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é um fio a mais a ligar vidas que o destino entrelaçou.

Editora: Arqueiro
Autor: James Patterson
ISBN: 9788580410273
Número de páginas: 224
Avaliação:
Comprar: Submarino | Livraria Cultura

Eu sempre tive vontade de ler algum livro do James Patterson, li este e agora estou louca para ler outros deste autor que já é consagrado, ele sempre está na lista de mais vendidos e é um dos autores que mais faturam todo ano. :D Gostei muito da forma como ele conduz a história.

Neste livro, Katie é uma jovem editora numa prestigiada editora em Nova York, há onze meses ela namora Matt, um escritor que parece ter saído dos contos de fadas. Eles se entendem perfeitamente e eles se combinam em tudo, ele é atencioso, romântico e ela não consegue mais viver sem ele. Mas um dia, sem mais nem menos, sem nenhum aviso, ele termina com ela. Ela fica revoltada, pois eles raramente brigavam, e não havia um motivo aparente, estava tudo perfeito entre os dois, então porque ele terminou com ela?

Katie não entende e sofre com isso, até que no dia seguinte ao término ela retorna para seu apartamento e encontra um pacote deixado por Matt, dentro dele ela encontra um pequeno diário, na capa estava escrito “Diário de Suzana para Nicolas”. A única coisa que ela sabe é que Matt foi casado com uma Suzana, mas ele havia prometido que os dois não estavam mais juntos, mas quem é Nicolas? Curiosa ela começa a ler o diário e a história de Suzana e de Nicolas explicará para ela porque Matt não está ao seu lado.

Uma história linda de amor, que me fez suspirar e principalmente querer escrever um diário. Do começo ao fim a história não se torna cansativa, James Patterson sempre deixa algumas pontas soltas pela história para depois amarrá-las e isso faz com que seja difícil abandonar a leitura e deixar o livro de lado. Comecei a ler de manhã e fui dormir de madrugada porque queria terminar o livro. O livro também é bem curto, como boa parte dele é um diário, as páginas não são completamente preenchidas, então é uma leitura rápida. Acho que esse é o único problema, porque ao chegar ao fim, você quer ler mais, você quer saber mais.

É difícil não ter empatia pelos personagens, todos foram bem construídos, eu gostei da Suzana, do Matt, da Katie, do Nicolas, da mãe do Matt, dos pais da Katie, até dos vizinhos… são todos agradáveis, pessoas boas. Matt em especial é um personagem maravilhoso, ele é engraçado na dose certa, romântico como toda mulher gostaria que o namorado/marido fosse, honesto, atencioso… a lista de adjetivos não tem fim.

Este é um livro apaixonante, quem adora romance tem que ler. Eu que sou fã do Nicholas Sparks agora divido meu coração com o James Patterson, rs. :P

Mari
21/ago/2012

[Resenha] O Diário de Anne Frank, edição de Otto Frank e Mirjam Pressler

12 de junho de 1942 – 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen.

Editora: Record (BestBolso)
Autora: Anne Frank com edição de Otto H. Frank e Mirjam Pressler
ISBN: 9788577990009
Número de Páginas: 373
Avaliação: 
Comprar: Submarino | Cultura

 

Anne Frank escreveu esse diário dos 13 aos 16 anos. Até aí tudo bem, é uma idade normal para uma garota ter um diário e escrever seus mais secretos segredos nele. Porém Anne não era uma jovem normal, era uma alemã, judaica e que contou sua experiência dos anos em que sua família viveu escondida dos nazistas em Amsterdã. Era 1942 e Anne vivia sua vida normalmente. Estudava, tinha amigos e o diário, que apelidou de Kitty, foi um de seus presentes pelo seu 13º aniversário. Pouco tempo depois sua família se viu obrigada a deixar o lar e seguir para um esconderijo, uma casa que ficava nos fundos de uma estante em um escritório. Anne seguiu para lá com seu pai Otto Frank, sua mãe Edith Frank e sua irmã mais velha, Margot Frank. A casa, chamada por Anne de Anexo, também abrigou a família dos van. Daan. Pai, mãe e filho.

No livro, Anne narra a rotina diária dentro do anexo, que no começo era amigável e todos pareceriam se divertir. Mas não demorou em que começassem as brigas e também o sentimento de prisão por viverem num lugar que não era o lar deles e onde nem podiam tomar sol. A casa até era agitada. Faziam as refeições, limpavam, lavavam roupas, liam, jogavam cartas ou outros jogos, estudavam e aprendiam outros idiomas em cursos via correio. E ainda sobrava tempo para as atividades físicas. Mas o que não faltava nesta casa eram as brigas. Quando não eram entre Anne e Margot, eram entre a mãe Frank e a mãe van Daan. Ou entre Anne e a Sra. Van Daan. Não davam tréguas. Quase não há dias em que Anne não relate uma briga.

Em um primeiro momento Anne parece mais infantil, preocupada com outras coisas e até mesmo com a vida que ela retomaria quando a guerra acabasse. Mas, passado mais de um ano, percebe-se em sua narrativa que ela amadureceu e mudou. Em certo momento, Anne fica muito amiga de Peter van Daan e claro, se apaixona por ele, a ponto de não conseguir pensar ou falar de mais nada.

A coisa mais gostosa nesse livro é perceber o quanto adolescente é adolescente em qualquer tempo da história, seja ele de qualquer nacionalidade. Em vários momentos Anne sente que todos os problemas do anexo estão ao redor dela. Não é raro frases do tipo: “porque todos implicam comigo”; “eu sou o problema do universo”, e claro, “ninguém me compreende”. Anne fala muito sobre seus sentimentos, suas dúvidas sobre o mundo e sobre sexo. Até mesmo sobre a guerra. Todos os integrantes do anexo discutiam as invasões feitas pelos nazistas e o rumo que a guerra iria tomar.

O Diário de Anne Frank foi editado pelo pai dela, Otto Frank, o único sobrevivente dos campos de concentração para onde a família foi enviada após terem sido capturados. Depois do último relato de Anne, Otto conta como os integrantes do anexo, e também a família que os abrigou, terminaram nos campos de concentração.

gisamacedosa
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Mari. Paulista. Web Designer e Analista SEO/SEM. Completamente viciada em livros.
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