21/ago/2012

[Resenha] O Diário de Anne Frank, edição de Otto Frank e Mirjam Pressler

12 de junho de 1942 – 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen.

Editora: Record (BestBolso)
Autora: Anne Frank com edição de Otto H. Frank e Mirjam Pressler
ISBN: 9788577990009
Número de Páginas: 373
Avaliação: 
Comprar: Submarino | Cultura

 

Anne Frank escreveu esse diário dos 13 aos 16 anos. Até aí tudo bem, é uma idade normal para uma garota ter um diário e escrever seus mais secretos segredos nele. Porém Anne não era uma jovem normal, era uma alemã, judaica e que contou sua experiência dos anos em que sua família viveu escondida dos nazistas em Amsterdã. Era 1942 e Anne vivia sua vida normalmente. Estudava, tinha amigos e o diário, que apelidou de Kitty, foi um de seus presentes pelo seu 13º aniversário. Pouco tempo depois sua família se viu obrigada a deixar o lar e seguir para um esconderijo, uma casa que ficava nos fundos de uma estante em um escritório. Anne seguiu para lá com seu pai Otto Frank, sua mãe Edith Frank e sua irmã mais velha, Margot Frank. A casa, chamada por Anne de Anexo, também abrigou a família dos van. Daan. Pai, mãe e filho.

No livro, Anne narra a rotina diária dentro do anexo, que no começo era amigável e todos pareceriam se divertir. Mas não demorou em que começassem as brigas e também o sentimento de prisão por viverem num lugar que não era o lar deles e onde nem podiam tomar sol. A casa até era agitada. Faziam as refeições, limpavam, lavavam roupas, liam, jogavam cartas ou outros jogos, estudavam e aprendiam outros idiomas em cursos via correio. E ainda sobrava tempo para as atividades físicas. Mas o que não faltava nesta casa eram as brigas. Quando não eram entre Anne e Margot, eram entre a mãe Frank e a mãe van Daan. Ou entre Anne e a Sra. Van Daan. Não davam tréguas. Quase não há dias em que Anne não relate uma briga.

Em um primeiro momento Anne parece mais infantil, preocupada com outras coisas e até mesmo com a vida que ela retomaria quando a guerra acabasse. Mas, passado mais de um ano, percebe-se em sua narrativa que ela amadureceu e mudou. Em certo momento, Anne fica muito amiga de Peter van Daan e claro, se apaixona por ele, a ponto de não conseguir pensar ou falar de mais nada.

A coisa mais gostosa nesse livro é perceber o quanto adolescente é adolescente em qualquer tempo da história, seja ele de qualquer nacionalidade. Em vários momentos Anne sente que todos os problemas do anexo estão ao redor dela. Não é raro frases do tipo: “porque todos implicam comigo”; “eu sou o problema do universo”, e claro, “ninguém me compreende”. Anne fala muito sobre seus sentimentos, suas dúvidas sobre o mundo e sobre sexo. Até mesmo sobre a guerra. Todos os integrantes do anexo discutiam as invasões feitas pelos nazistas e o rumo que a guerra iria tomar.

O Diário de Anne Frank foi editado pelo pai dela, Otto Frank, o único sobrevivente dos campos de concentração para onde a família foi enviada após terem sido capturados. Depois do último relato de Anne, Otto conta como os integrantes do anexo, e também a família que os abrigou, terminaram nos campos de concentração.

gisamacedosa
19/ago/2012

[Resenha] Antes de Dormir – S. J. Watson

Todos as manhãs, Christine acorda sem saber onde está. Suas memórias desaparecem todas as vezes que ela dorme. Seu marido, Ben, é um estranho. Todos os dias ele tem de recontar a vida deles e o misterioso acidente que tornou Christine uma amnésica. Encorajada por um médico, ela começa a escrever um diário para ajudá-la a reconstruir suas memórias mas acaba descobrindo que a única pessoa em quem confia talvez esteja contando apenas parte da história.

Editora: Record
Autor: S. J. Watson
ISBN: 9788501092052
Número de páginas: 400
Comprar: Submarino | Livraria Cultura
Avaliação:

Quem acompanha o blog sabe que eu adoro um bom thriller policial. Este é um excelente, muito bem construído e fiquei surpresa por ser o primeiro livro do autor. Ele tem muito talento.

Eu não gostei muito da capa à primeira vista, mas ela fez todo o sentido quando comecei a ler. E depois que comecei a ler quem disse que queria parar?

Neste livro conhecemos Christine, ela sofreu um pancada na cabeça e ficou amnésica. Há dois tipos de amnésia que são mais comuns, aquele em que a pessoa não se lembra de absolutamente nada e não consegue reter nenhuma informação, e aquele em que a pessoa esquece de uma determina época de sua vida, mas lembra de tudo que acontece com ela depois da amnésia. Christine é diferente, ela lembra de alguns fragmentos da sua vida antes de se tornar amnésica e consegue reter informações do dia que vive, mas ao dormir ela esquece de tudo que viveu durante o dia. Então cada dia na vida de Christine é difícil para ela, pois ela acorda achando que tem vinte e poucos anos, mas agora ela já está na casa dos quarenta, seu corpo é estranho, ela não reconhece o marido que dorme ao seu lado e algumas vezes lembra de algumas coisas que lhe aconteceram e noutras só lembra fatos da sua infância.

Ao seu lado está sempre Ben, seu marido atencioso e paciente, depois de passar por diversas clínicas e ser internada, ele decide cuidar dela em casa após ela ter uma melhora. Ele já está cansado de médicos e todo dia tenta situar Chris de onde ela está e de como é sua vida. Mas Christine começa a se consultar com um médico escondida de Ben e este médico, Dr. Nash, sugere que ela comece a escrever um diário com tudo que ela lembra de sua vida e seu dia-a-dia. Isso a ajuda a se situar mais rápido durante os dias, pois ela escreve tudo que Ben conta e que ela vai lembrando de sua vida, ela tem vários flashbacks que a ajudam.

Depois de um tempo ela começa a perceber que Ben não está contando tudo para ela e quando conta, às vezes não fala a verdade para ela. Será que ele mente por querer o bem dela ou ele está escondendo algo?

Antes de dormir é uma história muito boa, o livro inteiro eu fiquei cogitando o que estava acontecendo com Chris, quem estava mentindo, quem estava fantasiando e somente nas últimas cem páginas consegui começar a desvendar. A história é bem construída e fascinante.

Capas no Mundo

Mari
01/ago/2012

[Resenha] A Casa das Orquídeas – Lucinda Riley

Quando criança, a pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações. Agora, recuperando-se de uma tragédia na família, ela busca mais uma vez o conforto de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também tem uma história triste. No entanto, quando um antigo diário é encontrado durante uma reforma, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que destruiu o futuro de Wharton Park. E, assim, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado cruelmente pela Segunda Guerra Mundial, cujo frágil casamento estava destinado a afetar a felicidade de muitas gerações, inclusive da de Júlia.

Editora: Novo Conceito
Autor: Lucinda Riley
ISBN: 9788563219961
Número de páginas: 560
Avaliação:
Comprar: Submarino | Cultura

Sabe quando você encontra um livro que é exatamente o que você precisa ler no momento? Pois foi isso que aconteceu quando terminei de ler um livro qualquer e vi que A Casa das Orquídeas era o próximo na fila. Assim que peguei o livro e bati o olho na capa, vi que ele era exatamente o que eu estava precisando ler.

Eu gosto de todo tipo de livro, meus favoritos são os detetivescos, mas não posso esconder que tenho um encantamento especial por romances. Nesse ramo de literatura os livros que contam a história de várias gerações de uma mesma família são os mais raros de achar um que seja mesmo bom. Por que é difícil, né? Criar toda uma história que se sustente por mais de 500 páginas e que ainda assim, e isso é o mais importante, não se torne enfadonha ou previsível no decorrer dos seus muitos capítulos é uma tarefa que poucos autores conseguem realizar com sucesso.

É o caso de A Casa das Orquídeas, de Lucinda Riley. São 560 páginas e, acredite, nenhuma delas poderia ter sido limada da história. O livro começa contando a história de Júlia Forrester no tempo atual e depois vai e volta no passado pra contar as origens da protagonista. Nessas indas e vindas não falta romance, mistério, drama… Enfim, é um livro completo. Impossível não se identificar com Júlia e com as muitas decepções e mágoas com as quais ela tem que lidar. A gente torce por ela e se surpreende junto com cada uma das reviravoltas, e elas são muitas, que a história tem.

Além disso, o livro é cheio de boas lições sobre a vida. Afinal, a protagonista aprende muito e a gente aprende com ela. Então, se você está com vontade de ler uma história “das boas” que não vai deixar nada devendo aos grandes autores, recomendo muito que leia o livro de Lucinda. Possivelmente você terminará a leitura acreditando mais no amor e com muita vontade de aproveitar cada minutinho da sua vida, assim como eu!

tadsh
25/jul/2012

[Resenha] O Sonho de Eva – Chico Anes

Dra. Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme. Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem. Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.

Editora: Novo Conceito
Autor: Chico Anes
ISBN: 9788581630069
Número de páginas: 304
Avaliação:
Comprar: Submarino | Cultura

Olá, pessoal! Mais um autor nacional pintando aqui n’A Leitora. Chico Anes é mineiro e O Sonho de Eva, seu segundo romance, tem como tema os sonhos lúcidos e a tecnologia. Embora seja um tema bastante complexo, o livro é muito envolvente e gostoso de ler. Em ritmo de thriller, a história se desenvolve de maneira muito àgil.

O livro é narrado na 3ª pessoa e quando os personagens sonham, eles assumem a voz da narrativa e falam em 1ª pessoa. Gostei do livro pois com ele aprendi um pouco mais sobre os sonhos lúcidos, que são aqueles sonhos que você tem e sabe que está sonhando. Acho que todo mundo já teve um sonho assim, né? Pois é, em O Sonho de Eva uma mega corporação quer transformar esses sonhos em um jogo de video game e busca a especialista Eva para tornar isso possível. Ao mesmo tempo, o filho de Eva é sequestrado, então ela aceita fazer o jogo de video game pois o vê como uma forma de encontrar seu filho, um menino autista que tem sonhos lúcidos muito avançados.

O livro é uma boa pedida para quem está procurando um bom romance com pitadas de tecnologia. Dá pra aprender bastante com ele e ainda curtir uma boa história!

tadsh
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Mari. Paulista. Web Designer e Analista SEO/SEM. Completamente viciada em livros.
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