Oi pessoal!
Como prometido, um post dedicado totalmente ao meu príncipe.
O Eduardo chegou no dia 3 de dezembro, às 15h, pesando 3,615kg e medindo 50cm.
Depois de ficar um tempão na barriga da mamãe e não querer sair de jeito nenhum, rs.
Como eu escolhi o meu médico por conta dos relatos de partos que li na internet, vou relatar o meu também e contribuir com quem procura um ótimo médico.
Se preparem que o texto está gigante!
No dia 01/12 tive uma consulta com meu obstetra, Dr. José Vicente Kosmiskas, e como eu ia completar 41 semanas no dia seguinte, achamos melhor marcar uma indução para tentar o parto normal no sábado, dia 03. Somente 5% das gravidez passam de 40 semanas pra vocês terem uma ideia. Até então eu não tinha dilatação nenhuma, contração nenhuma, nenhum sinal de que o Eduardo queria sair do conforto, rs. Mas o Eduardo já estava grandão, nos ultrassons dizia que já estava com quase 4kg, e como ele já estava todo formado era arriscado ficar esperando. Eu já estava super ansiosa, todo mundo que me via perguntava a mesma coisa “ainda não nasceu?” e isso me deixava mais ansiosa e com medo de passar do tempo e prejudicar de alguma forma o Dudu. Então quando o médico reservou um quarto na maternidade foi um alívio, o Eduardo tinha prazo máximo pra nascer.
No sábado, dia 03, eu e maridón acordamos cedinho e fomos pra Galeria dos Pães tomar um café da manhã caprichado, eu tinha dormido super bem e estava com muita energia.
Quando foi 7h entramos na maternidade São Luiz e eu fui internada. Eu estava super tranquila (até tuitei, rs), fiz os exames de praxe: cardiotoco e toque, nada de dilatação, mas o Dudu estava na posição, então me mandaram pra sala de pré-parto. Chegando lá me vesti com os aventais típicos e me medicaram pra ver se começavam as contrações. As seis horas que fiquei lá passaram voando, comi um lanchinho, almocei uma sopinha, dancei, andei muito no quarto e nada de contração, sentia umas dorzinhas, mas super leves. Já estava imaginando que me medicariam novamente ou então ia ser cesárea, que eu não queria, mas já estava começando a aceitar, pois acima de tudo queria que o Dudu nascesse bem, ele em primeiro lugar, né?
Então às 14h, depois de várias enfermeiras virem me ver e não fazerem nada (só perguntavam se tinha dilatação, e eu e maridón respondíamos que ninguém tinha feito o exame de toque, e elas respondiam que o meu médico ia ver), o anestesista também veio ver como eu estava, continuava sem dor.
Daí meu médico chegou e como ele sempre faz, foi brincar comigo, mas ele achava que uma das enfermeiras já tinha me informado que como não estava tendo contrações teria que ia pra cesárea mesmo, mas ninguém tinha me falado nada, então eu desatei a chorar, ele ficou sem reação, super sem graça, pediu desculpas e eu pedi uns minutinhos pra processar a informação e ir pra mesa de cirurgia. Tudo isso com o maridón do meu lado, me dando forças, pois eu queria muito o parto normal.
Levei menos de cinco minutos pra desabafar e encarar a cesárea, o que não tem remédio, remediado está, né?
Depois disso foi tudo muito rápido, maridón teve que sair correndo pra se vestir e acompanhar o parto, eu sentei na cadeira de rodas e em dois minutos tava na sala de cirurgia, a número 8 da maternidade. Quando deitei na maca ainda estava processando a ideia e pedindo pra Nsa. Sra. Aparecida (de quem sou devota) me tranquilizar. Eu nunca tinha feito cirurgia, na verdade, nunca tinha ficado muito tempo num hospital, então eu tinha mais medo da cirurgia do que das dores do parto normal, o contrário da maioria das mulheres, rs.
O anestesista me tranquilizou, aplicou a raqui e uns três minutos depois não sentia mais nada da barriga pra baixo, ai foi a única hora que me senti mal, tremia muito por conta da anestesia e acho que da adrenalina do momento, lembro de olhar pro relógio e era 14h45, essa sensação incômoda só durou até o Dudu nascer, às 15h em ponto.
Meu médico conversou comigo, me tranquilizou
(e ele é ótimo nisso), a enfermeira também, todos foram super atenciosos comigo. Daí maridón chegou e alguns minutos depois eu ouvi o choro do Eduardo, antes de trazerem ele lembro de confirmar com o maridón “já nasceu?” e ele “já” e eu “nossa, quando vamos ter o próximo?” sim, eu na mesa de cirurgia já pensando no próximo filho, rsrsrs, mas sigam a minha lógica: gravidez ótima, nenhuma dor, parto sossegado = próximo filho é pra quando? hahahaha #alocka.

Em sentido horário: Eu na hora que cheguei, curtindo os últimos momentos com o barrigão. Eu um pouco antes do Dudu nascer na sala de pré-parto. O médico fazendo o parto. O horário que o Dudu nasceu. Família reunida (amo essa foto!). Dudu sendo pesado: 3,615kg.
Daí me trouxeram o Dudu logo em seguida e eu dei um beijinho nele. Foi mágico ver ele.
Na hora ainda não tinha caído a ficha que tinha saído da minha barriga, é algo surreal ver um bebêzinho tão perfeito e pensar que ficou nove meses (e uma semana!) dentro de você. Levaram ele e alguns minutinhos depois colocaram ele sobre o meu peito, uma enfermeira super fofa pegou a câmera do maridón e tirou algumas fotos da família. Maridón me beijou muito, fez carinho e daí levaram o Dudu e colocaram ele no sling pro Victor carregar. Achei super legal isso na maternidade São Luiz, eles incentivam o contato desde o primeiro minuto. Depois que a cirurgia tinha terminado, meu médico veio me parabenizar, e uma enfermeira veio e colocou o Dudu pra mamar, e ele pegou rapidinho.
Foi tudo maravilhoso, mesmo não querendo a cesárea, acabei não achando ruim ter que fazer, eu sempre vejo o lado bom das coisas e o mais importante era a saúde do Eduardo.
Depois de amamentar, fui levada pra uma sala e uns 30 minutos depois foi liberada pro quarto, onde fui super bem recebida pelas amigas Helô e Pri (a madrinha de consagração do Dudu), Marlon, maridón e minha sogra.
Foi uma delícia o período na maternidade, tínhamos um quarto só pra nós e recebemos muitas visitas (amei!), também realizei um sonho, eu sempre falava pro maridón que queria uma porta cheia de flores e a minha porta era de longe a mais cheia de flores da maternidade, fiquei parecendo uma criança quando ganha aquele presente que sonhou no natal. Super obrigada aos amigos e família que foram os responsáveis por isso (e que eu sei que lerão isso aqui!). Também tínhamos sempre a atenção das enfermeiras, que são uns anjos e tiraram muitas dúvidas, principalmente sobre amamentação e devo a elas o sucesso nessa empreitada, pois eu e Dudu aprendemos rapidinho e ele vem ganhando peso e me deixando tranquila.

Eduardo no berçário logo após nascer. Eduardo dormindo no quarto. Foto com a mamãe e foto com o papai.
Ser mãe é maravilhoso, não tem milagre maior no mundo, e parece que só agora minha vida está completa. É uma delícia tudo, até acordar de madrugada, tudo é mágico. E maridón é um paizão e me ajuda muito, além de ser um ótimo marido. Agradeço a Deus todo dia por ter colocado o Victor na minha vida e agora colocar o Eduardo.
Bem, é isso! Ficou enorme, mas é que eu queria contar tudo em detalhes, principalmente pra aqueles que me acompanham nessa vida blogueira e viram eu namorar (2000), noivar (2003), casar com o Victor (2006) e agora aumentar nossa família (2011).