08/fev/2012

[Resenha] Mulheres Solteiras Não São de Marte – Letícia Vidica

Diana, Lili e Betina são amigas inseparáveis. E assim como todas as mulheres elas gostam de conversar, passear, fazer compras e namorar. Mas é claro que o universo feminino não é feito só de coisas boas. Como em um papo descontraído no bar, Diana vai contando seus problemas cotidianos e seus apuros nos relacionamentos com homens de todos os tipos: canalhas, grudentos, super-heróis, traidores, fofinhos, príncipes, sapos e outros tantos babacas.
Com certeza você irá se reconhecer em alguma (ou muitas) das histórias compartilhadas por essas amigas. Uma lição de vida e bom-humor que irá ajudá-la a superar, escapar e reconhecer o que cada homem tem para oferecer. Sem rodeios ou invenções.

Editora: Universo dos Livros
Autora: Letícia Vidica
ISBN: 9788579302459
Número de páginas: 286
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Impossível não se reconhecer em pelo menos uma das crônicas presentes neste livro. Lendo as histórias de Diana e suas amigas Betina e Lili dá pra perceber o quanto as mulheres são parecidas quando se trata de amor e da eterna busca pelo tal “príncipe encantado”.

Diana, Betina e Lili são três amigas inseparáveis e muito diferentes entre si. Diana é meio atrapalhadinha, indecisa. Betina é pé no chão, até meio rude. Já Lili é a sonhadora, romântica. Cada uma a seu modo, nos mostra um jeito diferente de encarar a vida e o amor. E não tem jeito certo, tem que ter um pouco de cada. E assim elas se completam.

Com muito bom humor e romantismo Diana narra suas aventuras amorosas, suas decepções e surpresas e de suas amigas. O livro é super dinâmico, com crônicas curtas abordando vários “temas”: foras, traição, ex-namorados e etc. A cada nova história é possível se reconhecer nos sonhos de Diana, que não desiste nunca de achar o amor verdadeiro.

Eu que nunca tive amigas assim tão próximas e fiquei pensando que deve ser demais uma convivência dessas! As três amigas conversam, se divertem e rolam até brigas, mas nunca se largam. E assim vão vivendo e dando conselhos (nem sempre acatados, é verdade) umas às outras.

É um livro bem leve e divertido, pra ler pensando nos namorados que já passaram (e ainda vão passar!) pela nossa vida. Dá pra aprender muito sobre amor com este livro, mesmo não sendo auto-ajuda ou didático. E o melhor de tudo: aprender dando muitas risadas! Tem coisa melhor?

tadsh
01/fev/2012

[Resenha] Garota, Traduzida – Jean Kwok

Quando Kimberly Chang e sua mãe, emigrantes de Hong Kong, se estabelecem numa área pobre do Brooklyn, tem início uma árdua dupla jornada para a menina de 11 anos. De dia, ela luta na escola contra o seu quase total desconhecimento do inglês, superando o preconceito do professor e revelando-se uma aluna determinada em aprender. À noite, ao lado da mãe, trabalha duro numa fábrica de tecidos, desafiando a incredulidade de colegas de escola, confiantes de que ‘trabalho infantil não existe nos Estados Unidos’. Dia após dia, Kimberly lida em silêncio com verdades dolorosas e uma vida de privações. Num apartamento imundo, frio e infestado de ratos, a menina encara um futuro incerto, cujo peso recai sobre seus ombros, em função da deterioração da saúde de sua mãe. Kimberly ainda nutre um amor secreto por um menino que trabalha na casa de máquinas da fábrica na qual trabalha. Sua imaginação, criatividade e capacidade de amar são suas únicas armas para encontrar algum conforto e perspectivas.

Editora: Suma de Letras
Autor: Jean Kwok
ISBN: 856028091x
Número de páginas: 240
Avaliação:
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Esse foi um daqueles livros que eu pensei ter uma história bobinha e acabou me surpreendendo. Através da história contada por Jean Kwok eu pude repensar minha própria vida e minhas atitudes.

A gente costuma se acomodar na nossa vidinha e, dentro do nosso conforto, ainda achar coisas para reclamar. E Kimberly Chang, a heroína de Garota, Traduzida, teria tudo para ser uma pessoa que só reclama e não faz nada pra mudar, mas ao contrário, ela acha em suas dificuldades um jeito de colocar a vida e o destino a seu favor.

Emigrantes de Hong Kong, Kimberly chega ainda criança aos EUA e junto com a mãe passa a trabalhar em uma fábrica, mesmo não tendo idade para isso. Vivendo por anos em condição de quase miséria, ela não deixa de lutar por seus sonhos e de manter a sua integridade. Quando cresce e descobre o amor, tem que fazer escolhas que mudarão para sempre a sua vida. Então começa o “conto de fadas da vida real”, que tem um final surpreendente o qual eu estou tentando aceitar até agora. A princípio pensei que seria um final feminista, mas agora pensando melhor, quem sabe seja apenas um final justo. Como tudo deve ser e como a vida, a gente sabe, acaba sendo. Por mais que a gente teime em dizer o contrário, quando as coisas não acontecem como queremos.

Gostei muito do jeito que a história é narrada, em primeira pessoa, pela protagonista. Nos últimos capítulos eu corria com a leitura, ansiosa pra saber como se encerraria o livro, já tão cheio de reviravoltas. Creio que ele serve como uma ótima reflexão para todos, principalmente por ser embalado em um enredo cativante, que te faz torcer muito pela personagem principal. Se tiver a oportunidade, não deixe de ler este livro.

Capas no Mundo

Garota, Traduzida - USA Garota, Traduzida - USA Garota, Traduzida - Espanha Garota, Traduzida - Itália Garota, Traduzida - USA Garota, Traduzida - Austrália Garota, Traduzida - Brasil
Passe o mouse sobre a capa para saber de onde é. ;)

tadsh
08/set/2011

[Ela Leu] Paixão, drogas e rock’n’roll – Daniela Niziotek

No “Ela Leu” uma leitora que acompanha o blog faz a resenha. E a Tati que vocês já viram por aqui resenhando Fúria Lupina Brasil do Alfer Medeiros e Lucy Detesta Cor-de-Rosa – Nancy Rue, participa novamente. ;D Como disse antes, ela agora é presença VIP por aqui. :D

Ela leu o livro “Paixão, drogas e rock’n'roll” da Daniela Niziotek.

Brian Blue é vocalista e líder de uma das maiores bandas de hard rock do início dos anos 90 e Vicky, uma adolescente brasileira. Desse encontro improvável, nasce uma história de amor com todos os ingredientes dos tempos modernos. Com rara sensibilidade, Daniela Niziotek envolve o leitor ao abordar as dificuldades e concessões enfrentadas para a concretização dessa relação quando um fato trágico se interpõe, mudando para sempre a vida dos personagens.

De modo delicado e comovente, mas com aguda percepção, Daniela fala das belezas e dores humanas, trazendo à tona, em meio a uma torrente de sentimentos, os bastidores do mundo do rock. Um mundo de muito glamour, mas também de desencanto e impossibilidades extremas. Brian e Vicky vivem e sofrem os dilemas do amor e da paixão, da insensatez e da lucidez, da luta para fazer prevalecer a razão em um universo cheio de contradições.

Dessa mistura de emoções, nasce uma trama muito bem urdida que nos faz pensar sobre a essência do amor e suas nuances mais caprichosas e imprevisíveis.

Autora: Daniela Niziotek
Editora: Maquinária Editora
Número de Páginas: 192
ISBN: 978-85-6206-321-3
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A história narrada por Daniela Noziotek em seu romance de estréia pela Editora Maquinária é o que se pode chamar de conto de fadas moderno. Se trata de um sonho que povoa o imaginário feminino: encontrar o príncipe encantado. Mas, estamos falando de um conto de fadas moderno, então o príncipe encantado de “Paixão, drogas e rock’n’roll” é bem diferente do estereótipo. E assim, a história é bem diferente das histórias de princesas que lemos por aí. E bem pouco previsível.

Situado nos anos 90, o livro conta a história de Vicky, uma menina de 18 anos cheia de sonhos e planos que conhece e se apaixona perdidamente por Brian Blue, um roqueiro no auge da fama, líder de uma banda de hard rock. Perdidamente apaixonados, a relação deles se mostra cheia de empecilhos, reviravoltas e muito drama. Não é mesmo um conto de fadas comum, embora o seja pelo amor que transborda do par romântico e da vontade que eles têm de ficar juntos, mesmo com tantos problemas que surgem. Drogas, traições, revelações bombásticas são o recheio dessa história de amor.

Li o livro em dois dias, a leitura é envolvente e você fica muito ansiosa pelo desfecho. Eles ficarão juntos, afinal? O fim surpreende e nos deixa pensando no que foi e no que poderia ter sido. A narrativa é crua, forte até. Algumas passagens do livro me deixaram à beira das lágrimas e torci muito para que Vicky e Brian pudessem ficar juntos. Se eles ficaram ou não, tem que ler pra saber. Recomendo, vai valer à pena.

Mari
29/jul/2011

[Ela Leu] Lucy Detesta Cor-de-Rosa – Nancy Rue

No “Ela Leu” uma leitora que acompanha o blog faz a resenha. E a Tati que vocês já viram por aqui resenhando Fúria Lupina Brasil do Alfer Medeiros, participa novamente. ;D

Ela agora vai ser uma presença constante aqui no A Leitora, me ajudando nessa fase louca que ando vivendo, rs (obrigada Tati!). E ela também é dona do Respeite Meus Mullets, um blog que todo mundo deveria acompanhar! :)

Ela leu o livro “Lucy Detesta Cor-de-Rosa” da Nancy Rue! Um livro que é a coisa mais fofa, daqueles que a gente quer ter na prateleira porque a história é boa e ainda deixa a estante mais bonita. :P

Ser uma garota descolada é bem mais que usar cor-de-rosa. Tem que ter atitude! E isso, a Lucy tem de sobra.
Toda menina gosta de cor-de-rosa… Blusa rosa, batom rosa, esmalte rosa, bolsa rosa. Mas Lucy não. Ela estuda, cuida da casa e do pai, joga futebol e não gosta de vestido. Lucy não é uma garota comum, que gosta do que todo mundo gosta, que faz o que todo mundo faz.
Crescer sem a mãe e com um monte de responsabilidades é muito difícil para uma menina, mas Lucy sabe que pode contar com a ajuda de Deus pra passar por cima dos problemas e ter uma vida normal. E ser feliz!
Ninguém entende a Lucy porque ela é diferente, sua vida é diferente… Mas é uma garota como você, também tem sonhos, medos, conflitos e segredos.
Tá na hora de você também conhecer a Lucy e descobrir que o mundo não é cor-de-rosa.

Editora: Mundo Cristão
Autora: Nancy Rue
ISBN: 978-85-7325-653-6
Número de Páginas: 304

Confesso que o que mais me chamou a atenção neste livro foi a capa: adoro rosa e adoro desenhos fofos. Ao abrir o livro, outra surpresa: as páginas são daquelas opacas, que não cansam os olhos, e as letrinhas são rosa. As girlies que lêem o “A Leitora” devem concordar comigo: tem como não amar um livro assim?

Lendo mais um pouco sobre ele soube que é de uma editora cristã, a Mundo Cristão. Fiquei meio desconfiada: será que é um daqueles “livros de catequese”, sem muito enredo e cheios de ensinamentos bíblicos? Nada contra, claro, mas não é o que costumo ler, então pra mim era novidade que existia chick lit cristã. Existe, então?

Bom, depois de muito examinar, comecei a ler o livro e me surpreendi com ele! A história de Lucy é muito bonita e divertida. Por ser órfã de mãe e ter o pai cego, ela passa por algumas dificuldades, como por exemplo, uma tia extremamente mandona que quer cuidar de sua vida. Além disso, Lucy passa longe de ser uma menininha comum: adora futebol e não tem amigas meninas. O apelo cristão do livro não é chato e nem mesmo previsível. Lucy tem uma relação meio de desconfiança com Deus, mas aos poucos vai percebendo a presença dEle em sua vida e vai também aprendendo a se conhecer melhor com isso.

O livro tem uma história bem amarrada, com momentos de tensão que te fazem não querer largar a leitura um só momento. Apesar de ser aparentemente voltado ao público adolescente, acredito que nós, “mocinhas mais crescidas” podemos nos divertir e aprender bastante com este livro. Eu adorei, é um livro muito fofo, tão fofo quanto a capa e as letras rosa que me encantaram já no primeiro contato com ele. Recomendo!

Capas no Mundo

Lucy detesta cor-de-rosa - Brasil
Passe o mouse sobre a capa para saber de onde é. ;)

Mari
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Mari. Paulista. Web Designer e Analista SEO/SEM. Completamente viciada em livros.
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